Fazem de contas que são amigos,

Que vivem na paz maior.

Mas as garras estão afiadas,

Espreitam como inimigos

Sempre prontos às ciladas.

 

Fazem de contas que são irmãos,

Pra somar e trilhar o mesmo trecho,

Que caminham na mesma direção,

Mas surpreendem de repente

Em mais um cínico desfecho…

 

No trabalho, vampiram o suor,

O sangue e toda energia…

Sugam neurônios, criatividade,

As potências de alma e espírito,

O futuro, a emoção e a alegria.

 

A mídia finge comunicar,

Distorce com manipulação.

Parece verdade, mas tapeia

Em meio a tal parcialidade

De sua tendenciosa mono-visão.

 

Até na igreja, na aparência

Cristãos mostram fé e sintonia.

Mas, saindo, nada muda,

Não se assume nem se ajuda,

Faz de conta que é liturgia…

(jul/2015)

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