(publicada no Jornal Diocesano – jul/2016)

“Comportem-se como homens livres, não usando a liberdade

como desculpa para o mal, mas como servos de Deus.” (1Ped 2,16)

Grandeza do ser humano,

Para ser livre foi criado.

Marca sublime da dignidade:

Servir e conviver com liberdade.

Liberdade de sentimento,

De horizonte e direção,

De ideologia e pensamento

De visão e de expressão.

 

Terríveis aqueles tempos

Em que as fardas da ditadura

E as farpas do capitalismo

Com tortura e com cinismo

Impuseram a censura.

Não é livre a sociedade

Que não ama a liberdade.

 

Na imprensa a liberdade

Só se constrói e se vive

Quando houver na sociedade

Pessoas cidadãs e livres,

Fruto da real igualdade.

 

Malditos são, no entanto,

Os meios de comunicação

Que fazem de um santo um diabo

E de um diabo um santo.

Que usam o poderoso poder

A serviço dos poderosos.

Em nome da liberdade,

Com truques de manipulação

Torcem e retorcem

Cada fato e informação.

 

Sutilmente mentirosos,

Em seus atos criminosos

Utilizam a concessão,

Escondem e omitem,

Seletivamente

Malversam e insistem

Até incutirem nas mentes

De forma tendenciosa e parcial

Da classe dominante a visão

Como se fosse a importante

E única cosmovisão.

 

Benditos os meios alternativos

Que corroem o oligopólio

Da “comunipulação”.

Populares e criativos,

Vencem a distorção e perfídia

Da atual grande mídia.

Só há liberdade de imprensa

Com a democratização

Dos meios de comunicação.

O povo sem viseiras e prensas.

Ivo Pedro Oro

 

 

Anúncios