FIM DE ANO

Fim de ano. Nós passamos.

O tempo passa. A vida se vai.

Nós nos vamos…

Os últimos dias

Foram de intensas festas.

Para muitos, infelizmente,

Densamente

Funestas e indigestas.

Deram presentes,

Mas não doaram de si mesmos,

Com generosidade,

Amor e gratuidade.

Muitos receberam coisas

Sem acolher

Quem as ofertou,

E sem oferecer.

Brindaram com ruídos

Nos momentos de prazer,

Mas sem encontrar sentido

De alegria verdadeira,

Sem perdoar e conviver.

Abraçaram sem ter afeto,

Pois em comum não existe

Nenhum projeto.

E tantos, quiçá,

Deram à mercadoria um valor

Que não atribuem às pessoas,

A quem devem eternamente amor.

Houve até quem no Natal,

Pensando celebrar bem,

Aproximou-se dos salões de Herodes

E não da manjedoura de Belém.

Sem falar no embriagado pela ilusão

De compras e de papai noel:

Ofuscou-se nas trevas de tanta luz

Que nem com seus pisca-piscas

Faz nascer a luz de Jesus.

 

Entre tantos vazios e desenganos,

Vivamos mais sóbrios e atentos

Cada dia e cada momento

Do novo e abençoado ano!

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