CONTRA A PEC DA PREVIDÊNCIA

 

Este governo golpista

Dá golpe de todo jeito

Está implodindo os direitos

Com sua prática fascista.

É um poder entreguista

Em favor dos capitais,

Entrega terras e estatais

Para os ricos brasileiros

E os grupos estrangeiros

Nos sugarem mais e mais…

 

Esta PEC da Previdência

Alcunharam de reforma.

Ela transtorna e deforma,

Não passa de uma excrescência.

Só com luta e resistência

Impedimos este atraso

Contra os pobres, neste caso,

Que veem direitos ruindo

E a aposentadoria sumindo

Pelos ralos do descaso.

 

Pra salvar a Previdência

Empurram a aposentadoria

Para os tempos da agonia

Ou da cova. Que violência!

Chega a ser uma indecência

Contra o povo que trabalha;

Vão tirar-lhe até as migalhas

Pra ajudar os investidores,

Banqueiros e opressores.

É um plano de canalhas!

 

Previdência não está falida

Tem superávit, por certo.

Tenhamos olhos abertos

Pra ver como é mal gerida.

O furo está nas medidas

De isenções a muita empresa

E desvios – não são surpresa -,

Além dos altos benefícios,

Privilégios vitalícios,

E o povo paga a despesa!

 

 

Se a reforma fosse boa,

Os que têm grandes salários

No executivo e judiciário

Também estariam na canoa…

Enquanto a mídia ensaboa

Com crise e meias verdades

Sessenta e cinco é a idade,

Proposta da situação,

Para a crucificação

Do envelhecer sem dignidade.

 

E outro enorme problema:

De impostos sonegações.

Quase quinhentos bilhões,

Todo ano, nesse esquema.

Os golpistas no sistema

Vão fazendo vista grossa.

Esta proposta desossa

Sobretudo quem tem menos,

A multidão dos pequenos

Empregados e da roça.

 

Outra perversa ingerência

É o tal desvio dos impostos.

Aplicam em outros postos

O que seria da Previdência.

Com conluio e conivência,

E a mídia dando o aval,

Fazem aquele carnaval

Nos mentindo e tapeando

Pela goela enfiando:

“A Previdência está mal”.

 

Trabalhadores rurais,

Pagar uma taxa mensal…

Já não chega o Funrural,

Querem arrecadar mais.

Não se vê em TV e jornais

Mas até na exportaçao

Ainda ganha isenção…

Propõem pra se aposentar

Vinte e cinco anos pagar

Sua mensal contribuição.

 

Um alerta aos professores

E demais da educação;

É quase uma extinção

Do benefício e dissabores…

Não bastassem os labores

E dedicações diligentes

À criança e adolescente,

Querem vocês chegando à sala

Aos passinhos, de bengala,

Num cenário deprimente.

 

Hoje os trabalhadores

E as mulheres companheiras

Têm direitos, pois trincheiras

Formaram em meio às dores…

No passado, sabedores

De que nada vem de graça,

Foram às ruas e praças

Pra conquistar os direitos,

Metendo a cara e o peito

Na coragem e na raça.

 

Muitos não sabem agora

Que o direito conquistado

Foi com sangue derramado

Perda de renda e de horas…

Muita luta, Brasil afora,

Cassetetes enfrentando

E da polícia apanhando,

Trouxe um mínimo de decência,

Dignidade, previdência

E respeito ao ser humano.

 

Mas esta barbaridade

Não pode ficar por isso.

Na rua, nosso compromisso

É com a vida e a verdade!

Não à proposta da idade,

Gente adulta e gente nova!

Benefício ao pé na cova

Para o povo é um desrespeito.

Tirar quem tira os direitos

É a nossa luta e a prova!

(março/2017)

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