A lavoura espera a semente!

Mas que semente?

A semente, que lançada,

à terra desce e apodrece,

germina e cresce,

é ceifada

e dá muito fruto.

A terra está esperando

bem lavrada e adubada

para não ficar sem nada,

sem sentido de existir,

que um dia, de repente,

uma oportuna semente

ali venha cair.

Pois, de que vale a preparação,

o cuidado, a adubação,

o arado e a enxada,

se a terra não for cultivada?!

De que adianta essa lavoura,

ser tão fértil e tão boa,

e até mesmo preparada,

se tiver de ficar à toa?

De que valem tantos terrenos,

planos, grandes ou pequenos,

Ocupados por capim?…

De que valeria esta terra

se não fosse plantada

existindo só por nada

e em nada ter seu fim?

 

A humanidade vai andando

à toa e se acabando,

sem rumo, sem sorte,

como a terra vazia,

que espera a semente

que há de chegar um dia.

Muita vida sem sentido!

Muita gente sem estrada!

É como a lavoura,

lavrada e preparada

em que cresce só capim

ou existe aí por nada.

O coração de muita gente

é vazio e seco

como a terra nua.

e em outros também,

por falta de boa semente,

cresce em quantia

o capim e toda a peste

que nasce e aí floresce

que suga até secar

q fertilidade dos corações

e a vida dos cristãos.

Lança a palavra,

do sentido da existência,

para os velhos, jovens e crianças.

lança a semente

do amor e da esperança

no coração vazio da gente.

Para que essa terra se encha

de plantas de paz e carinho,

de flores de dignidade e alegria,

de frutos de justiça e amor,

de sentido e caminho.

Semeia,

semeia a boa semente

para que toda essa gente

descubra sua vocação,

e que pode ser boa terra.

A semente, uma vez lançada,

nascida e cultivada,

cresce e prolifera…

Ivo Pedro Oro

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