GRÃO DE MOSTARDA…

Frágil e pequenino,

Quase insignificante…

A aparência

– pouco atraente,

miúdo e fino –

Esconde a potência

Contida na semente.

A natureza vibra um hino

Com arte e sutileza

À maravilha e grandeza

Do sábio poder divino…

 

“Louvado sejas,

onipotente e bom Senhor,

por toda a tua criação”.

Na sabedoria e cuidado

Com a vida e no amor,

Do humilde e simples grão

Desenvolve-se de repente

Um potente embrião.

 

Assim é o Reino…

Segue a trajetória serena

Ao horizonte da vida plena.

No tempo de Deus,

Sem tempo e sem hora,

Nada demora, não tarda…

Cresce frondosa árvore

Da semente de mostarda.

Das coisas pequeninas

dos simples e humildes,

Pela potência divina

Gestos, serviços e ações

Têm grandes dimensões…

 

O grão de mostarda do meu eu

Na insignificância e humildade

Vive a disponibilidade

Nas mãos criadoras de Deus.

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