HÁ FAMÍLIAS E HÁ FAMÍLIAS…

Ivo Pedro Oro

Família, berço de vida,

Berço de fé e de amor,

Quando educa com vigor,

Não por vereda perdida…

Para a família, a saída

Com cuidado e paciência

É educar com diligência

Para autênticos valores,

Não nas ondas e sabores

Dos ventos e turbulências.

 

Se cultivar a semente

Da fé, para a vida educa;

Mas, se o vazio, deseduca,

Desumaniza o vivente…

A fé impulsiona a gente,

Qual mostarda genuína,

Mesmo sendo pequenina

Potencializa e transforma,

Destrói montanhas, mas forma,

Faz diferença e ilumina.

 

Que pena! Muitas famílias

Entre os seus membros vivem

– No tempinho em que convivem –

Acolhida, ajuda e partilha.

Mas cada qual, como uma ilha,

Fechado à comunidade,

Não abraça a caridade,

Aos outros é indiferente,

Insensível, concorrente,

Faz de seu eu sua verdade.

 

Estas reduzem o amor

A egoísmo familiar.

O seu bem particular

Não buscam jamais transpor…

Estas cercas de torpor

Limitam o repartir

E impedem o investir

Para a verdadeira fonte:

O mais humano horizonte

É conviver e servir.

 

 

 

 

Sem ter da fé força e luz

Apequenam a grandeza

De abrir sua porta e sua mesa

Aos excluídos, Jesus.

O fechamento os induz

A ser desumanidade,

Limitar a dignidade

Às ilusões do cotidiano

Rotineiro e desumano,

Sem compaixão e piedade.

 

Vagueando sem objetivo,

Esvaem-se como o fumo,

Não tendo o porquê e o rumo,

Sem norte e sem motivo…

Seguem estilo nocivo

– Parece inacreditável –

Nada digno e saudável,

Estão aí vegetando,

Se tratando e embalando

Qual produto descartável.

 

Vamos unir forças, gente,

Retomando com ardor

Pra ser escola de amor

Cada família presente…

É inadiável e urgente

Acolher e dialogar,

Diferenças respeitar,

Conviver com fraternura,

Mútuo serviço e doçura:

VIVER É COMPARTILHAR!

 

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