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Padre Ivo Pedro Oro

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Pensamento do Dia

PENSAMENTO DO DIA: Na Crise – 3….

PENSAMENTO DO DIA: Na Crise – 3….

“Se nos deixarmos interpelar pelos que sofrem duramente a crise, descobriremos que também a nós, como ao jovem rico do Evangelho, “falta-nos alguma coisa” para seguir Jesus: libertar-nos do poder do Dinheiro para estar de verdade junto com os pobres… Só então o discípulo começa a estar em condições de seguir a Jesus. Temos que revisar nossa relação com o dinheiro: … Em que investir? Com quem compartilhá-lo?”. (Pagola. Jesus e o Dinheiro, p. 71-72).

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Na crise…

“Para mover-nos profeticamente no meio da crise, animados pelo Espírito de Jesus, temos de cuidar e reforçar uma primeira atitude básica e indispensável: “Não serviremos ao Dinheiro”. Abandonar a idolatria do Dinheiro não é fácil, pois ela está ligada a pulsões profundas de autoproteção, busca de segurança e bem-estar. É um ídolo fortemente interiorizado na sociedade e na Igreja, em nossas famílias e nossas vidas.” (Pagola, Jesus e o Dinheiro, p. 70)

O que está acontecendo com o Brasil? pergunta a CNBB

O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130) (CNBB, 03/05/17)

MAS LIVRAI-NOS DO MAL. AMÉM.

MAS LIVRAI-NOS DO MAL. AMÉM.

“Não pedimos a Deus que nos livre nos males, problemas e dificuldades de cada dia, para poder viver de maneira tranquila e despreocupada. O que pedimos ao Pai é que nos livre do mal que pode afastar-nos do Reino de Deus e da vida. … E o fazemos sabendo que somos responsáveis pelo pecado que existe no mundo, mas também somos vítimas dele. O pecado e a maldade não estão só no coração das pessoas. O pecado já está encarnado nas estruturas e na própria dinâmica da história humana. O mal se perpetua nas instituições, nos sistemas injustos, nas culturas e nos costumes imorais. Podemos falar de um pecado que nos ultrapassa, mas que está atuando contra o Reino e contra o ser humano. … Pedimos que nos arranque do mal que nos espreita, que nos salve a tempo do perigo, que não nos abandone ao poder desse mal que parece invadir a história e penetrar tudo. …

Jesus concebeu o Pai-nosso como uma oração para ser rezada diariamente pelos seus discípulos, pois resume e expressa o espírito com o qual deve viver seu verdadeiro seguidor. ” (Pagola. Pai Nosso – orar com o espírito de Jesus. p. 69-73).

 

Gostam do Papa porque aprovam suas atitudes

Como o Papa Francisco não fica indiferente diante de tudo que ameaça a vida dos pobres e da Terra, também as pessoas não ficam indiferentes em relação a ele. Não se trata apenas de gostar ou não de suas palavras. A relação implica as práticas e as palavras, num caminho de coerência. Por isso, há muitas pessoas que se relacionam com entusiasmo com ele, sentindo-se confirmadas ou provocadas a serem melhores. E há pessoas que se sentem incomodadas, resistindo ao convite de mudar.

(…) Na verdade, só estranha a mensagem e as práticas do Papa quem desconhece a vida, as práticas e a mensagem de Jesus de Nazaré, pois é a sua inspiração e estímulo para colocá-las em prática de forma coerente.

Ivo Poletto – assessor educacional no Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (IHU 3/3/17)

sobre a CRISE SOCIOAMBIENTAL

“Já não é correto dizer que a humanidade enfrenta duas crises, a social e a ambiental. Só há uma crise, de caráter socioambiental. Tanto a degradação da natureza quanto o agravamento da pobreza são frutos do sistema de produção, de consumo e de especulação que domina a terra e as pessoas.

Por isso, o combate e a superação da pobreza e da desigualdade que afetam as pessoas, bem como do aquecimento e das mudanças climáticas que afetam o planeta, fazem parte do combate e da superação da escandalosa e criminosa concentração da riqueza e do poder no mundo, fruto de um sistema centrado no absoluto da economia de livre iniciativa dos detentores de capital e na especulação financeira sem regulações.”

É verdade que tudo que fazemos, e até mesmo o que deixamos de fazer, afeta de algum modo a vida das pessoas e o ambiente da vida. Mas é igualmente verdadeiro que as responsabilidades são diferentes, e até muito, muito diferentes. É praticamente impossível comparar a responsabilidade de uma mulher ou de uma família que vive na periferia urbana ou em área rural e a de cada um dos seis homens mais ricos do mundo de 2016, que concentram em suas mãos, contas, bolsas e paraísos fiscais mais riqueza que 3,7 bilhões de pessoas, mais que a metade da humanidade. E os que enriquecem com extração, refino e venda de petróleo e carvão e gastam bilhões de dólares para evitar que essas fontes fósseis sejam substituídas por fontes mais limpas e realmente renováveis, como o sol, os ventos, carregam uma responsabilidade que deveria ser considerada crime contra a vida.

IGREJA EM SAÍDA

IGREJA EM SAÍDA

Pe. Ivo Pedro Oro

Uma Igreja em saída,

Enlameada e ferida,

Sofrida e machucada…

Mas sempre comprometida,

Com a vivência concreta

do amor e justiça,

– o Reino por meta –

com a promoção

e a defesa da vida.

É o desejo do Francisco:

Em vez de estagnação,

É melhor correr o risco.

É preciso dizer não

Ao ritualismo formal,

Ao rubricismo ritual,

Ao voltar-se sobre si

Num cômodo fechamento,

Escorado em legalismo

E estéril espiritualismo

Que respalda o isolamento.

 

Demos devida atenção

E cuidado com carinho:

Somos Igreja em caminho.

Por maior que seja a lida,

O ativismo pastoral

E o volume de ação,

Se não somos Igreja em saída,

Não somos Igreja em missão.

(publicado no JD – fev/2015)

NOTA da CRB NACIONAL sobre a visita ao SR. VALDIR MISNEROVICZ

“Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10).

Estamos vivendo o Ano da Misericórdia, que nos abre novos horizontes, convoca-nos a viver “em saída” e a tecer relações de misericórdia, com palavras, gestos e atitudes humanizadoras, priorizando os empobrecidos e vulneráveis, as juventudes e a ecologia integral. Pelas trilhas da mística e da profecia e da esperança criativa, visamos fidelidade ao projeto de Deus” (Cf. Horizonte da 24ª Assembleia Geral).

É com este horizonte que buscamos “fortalecer a integração entre mística e profecia, com o coração ardente e pés de peregrino/a, de olhos abertos e ouvidos atentos às novas fronteiras de missão” (Cf. Prioridade nº 1 da 24ª Assembleia Geral da CRB Nacional). Foi com uma dessas fronteiras que a Presidente da CRB se deparou ao fazer uma “visita religiosa assistida”, no dia 26 de agosto, ao educador popular que atua no Estado de Goiás, membro articulador do MST, José Valdir Misnerovicz, preso no último dia 31 de maio, em Veranópolis (RS). Encontra-se no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO).

Considerando uma de suas prioridades “revigorar a opção preferencial pelos pobres, vulneráveis e excluídos, assumindo a defesa da vida onde está mais ameaçada, em compromisso com os Movimentos Sociais, o processo democrático e a justiça social”, a CRB Nacional, que reúne em torno de 40 mil religiosos e religiosas, tem a missão de promover a vida, se une a outras 72 entidades em defesa da causa do Valdir e outros dois presos: Luiz Batista Borges e Lázaro Pereira da Luz.

Recordamos os “direitos sagrados” reconhecidos pela Doutrina Social da Igreja, e seguidamente recordados pelo papa Francisco: teto, terra e trabalho, os três “Ts”. “É preciso lutar por eles. Que o clamor dos excluídos seja ouvido na América Latina e em toda a Terra. Terra, teto e trabalho – isso pelo qual vocês lutam – são direitos sagrados.” (Papa Francisco, Discurso aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 28-10-2014).

Para viver com dignidade, o ser humano precisa de teto, trabalho e terra. A luta de José Valdir Misnerovicz, Luiz Batista Borges e Lázaro Pereira da Luz é pela terra e Reforma Agrária em nosso País. Portanto, as pessoas de boa vontade e a Vida Religiosa no Brasil estão junto a eles e a todos os marginalizados e sofredores, como nos pede o Mestre Jesus. Em nome dos “sem voz e nem vez”, reivindicamos liberdade e vida em abundância.

Como CRB apoiamos a luta pela vida, justiça, dignidade e igualdade de direitos.

Brasília, 30 de agosto de 2016.

Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad

Presidente da CRB Nacional

 

 

 

DOM JOSÉ GOMES PARTIU HÁ 14 ANOS

DOM JOSÉ

simples no trato,

humano nas relações,

coerente na fé,

corajoso na profecia,

ousado na caminhada pastoral

e no ser Igreja,

capaz de indignação e rebeldia.

Era serviço e fazer-se o último

ser membro da hierarquia,

atencioso aprendiz e mestre do povo…

Homem de espiritualidade libertadora,

a Palavra tinha apelo à conversão pessoal

e compromisso social.

Foi sempre animado pela forte esperança

de uma nova sociedade,

com profundas mudanças.

Sonho que o embalou rumo ao novo,

engendrado e conduzido

por nosso sofrido povo.

(19/09/2016)

 

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