Busca

Grão de Mostarda

Padre Ivo Pedro Oro

Categoria

Pensamento do Dia

“Louca contradição!” [Ribamar Portela]

CEBI ⁄ News ⁄ “Louca contradição!” [Ribamar Portela] (28/07/17)

Tempos difíceis estão vivendo os trabalhadores brasileiros, sobretudo os que conseguem sabe Deus como, sobreviver com o “salário mínimo” tendo muitos deles que fazer na linguagem religiosa “milagre”, na linguagem de artistas de circo “malabarismo” e na dos ilusionistas “mágica”, pois não dá nem para comparar com o que ganham, por exemplo, os deputados federais. Cada deputado federal ganha R$33.763,00 além de ter direito a uma cota para uso de despesas como combustível, alimentação, passagens aéreas, hospedagens e também não gastam com residência em Brasília

(http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2017/01/23/interna_politica,841629/deputado-pode-custar-ate-r-2-milhoes-por-ano-aos-brasileiros.shtml).

Os / as que ganham o salário mínimo não tem esta “enorme ajuda”. Até o vale transporte é descontado. Uma grande parcela mora em locais de risco já que é o que pode alugar ou o que deu para comprar.

Sabe-se que o que ganha o patrão é sempre superior ao que ganha o empregado. Quando se entra no mundo político isto não se aplica, pois quem é o patrão dos representantes da população brasileira senão o “povo”, senão aqueles e aquelas que ganham o “mínimo do salário”? Ó “louca contradição!” Além disso, quando um político se aposenta não recebe o mesmo valor (mais uma boa quantia) que um trabalhador comum recebe ao se aposentar.

Nos dias atuais os trabalhadores e trabalhadoras estão correndo perigo de perderem seus direitos. A Reforma da previdência é uma ameaça real e se deve lutar pacificamente contra tal projeto que os / as penaliza. Enquanto isso se sabe

O deputado Manuel Rosa Neca (PR-RJ) chegou à Câmara como suplente, em janeiro de 2013. Cinco meses mais tarde, ingressou no plano de previdência dos congressistas. Completou apenas dois anos de mandato como deputado federal. Com o aproveitamento (averbação) de parte de mandatos anteriores de vereador e prefeito em Nilópoles (RJ), além de mais 26 anos de contribuição ao INSS, conseguiu a aposentadoria e recebe, hoje, R$ 8,6 mil. Esse é um dos exemplos das facilidades do Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que conta com regras bem mais brandas e flexíveis do que as previstas na reforma da Previdência a ser votada pelos deputados e senadores nos próximos meses.

(http://nossapolitica.net/2017/02/deputado-aposentadoria/)

Tudo isso é absurdo onde não se deve de maneira nenhuma ficar calado, mais procurar mudar tal realidade, afinal todos são iguais perante a lei ou não? É imprescindível colocar em prática o que diz São Paulo: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito.” (Rm 12, 2)

Será da vontade do Transcendente que é “Pai”, “Mãe” que haja diferença entre seus filhos e filhas: uns se aposentem e outros só trabalhem, trabalhem?

Conformando-se com as estruturas injustas deste mundo nada mudará. A mudança deve acontecer na cabeça do povo: “renovando a vossa mente”, ou seja, tendo uma consciência crítica e acreditando piamente que a vontade de Deus é que os pequenos sejam sujeitos da história e não tapetes, em outras palavras, vão às ruas, usem os meios de comunicações para dizer “não” a esta Reforma da previdência e anotem os nomes dos que votaram e venham a votar a favor deste projeto que sufoca e mata para não votar neles nas Eleições e assim começar a derrubar essa desigualdade gritante.

– Fonte: Texto de  Ribamar Portela, teólogo e assessor do CEBI.

 

Anúncios

O que está acontecendo com o Brasil? pergunta a CNBB

O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130) (CNBB, 03/05/17)

MAS LIVRAI-NOS DO MAL. AMÉM.

MAS LIVRAI-NOS DO MAL. AMÉM.

“Não pedimos a Deus que nos livre nos males, problemas e dificuldades de cada dia, para poder viver de maneira tranquila e despreocupada. O que pedimos ao Pai é que nos livre do mal que pode afastar-nos do Reino de Deus e da vida. … E o fazemos sabendo que somos responsáveis pelo pecado que existe no mundo, mas também somos vítimas dele. O pecado e a maldade não estão só no coração das pessoas. O pecado já está encarnado nas estruturas e na própria dinâmica da história humana. O mal se perpetua nas instituições, nos sistemas injustos, nas culturas e nos costumes imorais. Podemos falar de um pecado que nos ultrapassa, mas que está atuando contra o Reino e contra o ser humano. … Pedimos que nos arranque do mal que nos espreita, que nos salve a tempo do perigo, que não nos abandone ao poder desse mal que parece invadir a história e penetrar tudo. …

Jesus concebeu o Pai-nosso como uma oração para ser rezada diariamente pelos seus discípulos, pois resume e expressa o espírito com o qual deve viver seu verdadeiro seguidor. ” (Pagola. Pai Nosso – orar com o espírito de Jesus. p. 69-73).

 

Gostam do Papa porque aprovam suas atitudes

Como o Papa Francisco não fica indiferente diante de tudo que ameaça a vida dos pobres e da Terra, também as pessoas não ficam indiferentes em relação a ele. Não se trata apenas de gostar ou não de suas palavras. A relação implica as práticas e as palavras, num caminho de coerência. Por isso, há muitas pessoas que se relacionam com entusiasmo com ele, sentindo-se confirmadas ou provocadas a serem melhores. E há pessoas que se sentem incomodadas, resistindo ao convite de mudar.

(…) Na verdade, só estranha a mensagem e as práticas do Papa quem desconhece a vida, as práticas e a mensagem de Jesus de Nazaré, pois é a sua inspiração e estímulo para colocá-las em prática de forma coerente.

Ivo Poletto – assessor educacional no Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (IHU 3/3/17)

Nas mudanças climáticas quem mais sofre são os pobres

“A geração de consciência e o estímulo em favor de práticas de cuidado e amor à natureza da Terra – à natureza de cada bioma – e aos pobres partem da percepção de que a maioria da humanidade, e especialmente os mais pobres, estão sofrendo por causa das mudanças climáticas, seja por falta de água, seja por enchentes, e estão sofrendo por causa dos preços dos alimentos, dos salários baixos ou da falta de emprego e trabalho que gere renda. Ao buscar o que está causando tudo isso, é fundamental identificar os que se valem, mantêm e expandem o sistema de exploração da Terra e da humanidade. E perceber que tudo que cada pessoa, cada comunidade e cada localidade pode fazer para enfrentar o que não está bem no meio ambiente da vida e na própria vida das pessoas é muito importante porque ajuda a cuidar do jardim – do bioma – em que se vive junto com todos os seres da sociobiodiversidade; e também é importante porque dá moral para denunciar e combater os grandes poluidores, os que enriquecem explorando e estragando a natureza sem se importar com isso, presos ao seu egoísmo e à sua ganância.

(Ivo Poletto, assessor educacional no Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social)

Responsabilidades diferentes na crise ambiental

“É verdade que tudo que fazemos, e até mesmo o que deixamos de fazer, afeta de algum modo a vida das pessoas e o ambiente da vida. Mas é igualmente verdadeiro que as responsabilidades são diferentes, e até muito, muito diferentes. É praticamente impossível comparar a responsabilidade de uma mulher ou de uma família que vive na periferia urbana ou em área rural e a de cada um dos seis homens mais ricos do mundo de 2016, que concentram em suas mãos, contas, bolsas e paraísos fiscais mais riqueza que 3,7 bilhões de pessoas, mais que a metade da humanidade. E os que enriquecem com extração, refino e venda de petróleo e carvão e gastam bilhões de dólares para evitar que essas fontes fósseis sejam substituídas por fontes mais limpas e realmente renováveis, como o sol, os ventos, carregam uma responsabilidade que deveria ser considerada crime contra a vida.”

– Ivo Poletto – Revista IHU, 03.03.17

sobre a CRISE SOCIOAMBIENTAL

“Já não é correto dizer que a humanidade enfrenta duas crises, a social e a ambiental. Só há uma crise, de caráter socioambiental. Tanto a degradação da natureza quanto o agravamento da pobreza são frutos do sistema de produção, de consumo e de especulação que domina a terra e as pessoas.

Por isso, o combate e a superação da pobreza e da desigualdade que afetam as pessoas, bem como do aquecimento e das mudanças climáticas que afetam o planeta, fazem parte do combate e da superação da escandalosa e criminosa concentração da riqueza e do poder no mundo, fruto de um sistema centrado no absoluto da economia de livre iniciativa dos detentores de capital e na especulação financeira sem regulações.”

É verdade que tudo que fazemos, e até mesmo o que deixamos de fazer, afeta de algum modo a vida das pessoas e o ambiente da vida. Mas é igualmente verdadeiro que as responsabilidades são diferentes, e até muito, muito diferentes. É praticamente impossível comparar a responsabilidade de uma mulher ou de uma família que vive na periferia urbana ou em área rural e a de cada um dos seis homens mais ricos do mundo de 2016, que concentram em suas mãos, contas, bolsas e paraísos fiscais mais riqueza que 3,7 bilhões de pessoas, mais que a metade da humanidade. E os que enriquecem com extração, refino e venda de petróleo e carvão e gastam bilhões de dólares para evitar que essas fontes fósseis sejam substituídas por fontes mais limpas e realmente renováveis, como o sol, os ventos, carregam uma responsabilidade que deveria ser considerada crime contra a vida.

Pe. TEDESCO PARTIU FAZ TRÊS ANOS

TEDESCO – HÁ TRÊS ANOS (17.12.2013)

Ainda temos muito viva em nossa memória a imagem deste grande colega, irmão mais velho, mestre que nos ensinou muitos passos nas mais diversas artes da vida, desde um sadio senso de humor, as brincadeiras, as cantorias, os xingamentos aos inimigos do povo, a formação permanente com muita leitura, até a leveza pastoral na criatividade e liberdade do Espírito e a espiritualidade libertadora, no comprometimento com a causa do povo e o Reino de Deus. Tedesco, sempre te sentiremos presente no meio de nós, pois teus testemunhos e dons partilhados jamais morrerão. A saudade que temos é a prova de que tua presença, apesar  de tua ausência física, é muito viva em nossa caminhada.  Somos gratos imensamente a ti, irmão, pois sabemos que muito devemos a ti. Graças a Deus.

Agradecido

Pelas centenas de mensagens e congratulações por ocasião do meu aniversário de ordenação. Li todas, mas não tenho condições de responder cada uma. Deixo meu agradecimento sincero e um grande abraço a todos vocês. Rezemos uns pelos outros, sobretudo porque haveremos de ter dias muitos difíceis em nosso país. (A foto é da 1a. missa, em Sede Leste.)

 

Blog no WordPress.com.

Acima ↑